HULDA, A MULHER QUE ESTAVA NO LUGAR CERTO


Texto Áureo II Cr. 34.24  – Leitura Bíblica: II Cr. 34.22-28



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito de mais uma mulher da Bíblia, desta feita a profetiza Hulda. Essa será uma oportunidade para destacar a atuação feminina direcionada por Deus, principalmente quando a pessoa que Ele escolhe se encontra no lugar certo. Inicialmente apresentaremos algumas informações a respeito dessa mulher; em seguida, sua contribuição para o avivamento espiritual em Judá. E por fim, destacaremos como Hulda foi usada por Deus, e se tornou um instrumento para que o povo se voltasse para o Deus que o escolheu.

1. HULDA, UMA MULHER DE DEUS
Hulda foi uma daquelas mulheres de Deus que demonstrou caráter firme, principalmente em tempos difíceis, quando o povo havia se desviado dos caminhos do Senhor. De acordo com o relato bíblico ela era esposa de Salum, filho de Tocate, que era guardador das vestimentas, e habitava Jerusalém (II Rs. 22.14). Ela é comumente conhecida como uma profetiza, ou seja, uma mulher que recebia os oráculos de Deus. Hulda testemunhou a ascensão e a queda do reino de Ezequias, bem como a decadência de Judá, nos tempos tumultuados de Manassés e Amom (II Cr. 33.11-25). Hulda foi colocada por Deus no cenário judaico entre os anos de 639 a 609 a. C., a fim de tornar conhecido o desígnio do Senhor. Nesse período foi levantado um jovem rei, denominado Josias, que foi usado para favorecer um grande avivamento. É válido destacar que Hulda foi contemporânea de Jeremias, mesmo assim, Josias enviou emissários a Hulda, para que essa revelasse o propósito de Deus. A atuação de Hulda como profetiza em Israel é uma demonstração de que Deus, mesmo em uma sociedade patriarcal, como aquela dos tempos antigos, usava mulheres para cumprir seus intentos. Destacamos que antes de Hulda, Miriã profetizou (Ex. 15.20). Hulda teve papel preponderante no avivamento de uma nação, chamando a atenção do povo para seu pecado, e a necessidade de arrependimento. Deus tem levantado muitas mulheres para o ministério eclesiástico. Mulheres de oração, e do ensino da palavra, têm cumprido uma missão no reino de Deus, foi assim desde o princípio da Igreja. É bem verdade que não há respaldo explícito na Bíblia para o pastorado feminino, mas isso não quer dizer que as mulheres não podem ser usadas por Deus, como tem acontecido nas Escolas Bíblicas Dominicais.

2. HULDA, UM CHAMADO PARA O AVIVAMENTO
Ao receber a consulta do rei Josias, Hulda trouxe uma mensagem contundente, a fim de que o povo se voltasse para Deus. Ele profetizou a respeito da destruição da destruição de Judá por causa da idolatria (II Rs. 22.14-17). Em seguida, antecipou a restauração do reinado de Josias (II Rs. 22.28-20), e que esse seria um instrumento de Deus, para a instauração de um avivamento espiritual em Judá. É digno de destaque que as autoridades se dirigiram até essa profetiza para saber o que Deus haveria de realizar em Judá. Como mensageira de Deus, declarou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dizei ao homem que você enviou a mim: Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar e sobre os seus habitantes (II Cr. 34.23). Certamente se referia aos tempos futuros, nos quais o povo seria levado para a Babilônia, que aconteceu por volta de 586 a. C. A respeito do ministério profético de Hulda, é preciso ponderar que esse não dá margem para uma atuação profética da mesma natureza nos dias atuais. Não existe mais profetas e profetizas nos moldes do Antigo Testamento. Aqueles traziam uma mensagem diretamente de Deus, expresso na declaração “Assim diz o Senhor”. Na atualidade dispomos do dom de profecia, que está à disposição de toda a igreja (I Co. 12.7). E essa precisa ser avaliada à luz das Sagradas Escrituras, não tendo mais a prerrogativa de ser infalível (I Co. 14.29). A Palavra de Deus é o crivo para o dom de profecia nos dias atuais, e esse deve ser exercido na Igreja, a fim de evitar os excessos que temos testemunhado em alguns arraiais evangélicos.

3. HULDA, NO LUGAR ESCOLHIDO POR DEUS
Hulda foi usada por Deus naquele momento crucial para a história do povo judeu. Ela percebeu como Josias, o rei de Judá, se dobrou diante da Lei do Senhor, reconhecendo o perigo de se encontrar distante da vontade de Deus. Após ouvir a mensagem profética, o rei convocou toda a nação para a mudança, a começar pela liderança. É importante destacar que não nos encontramos mais debaixo de uma monarquia. Por isso, não podemos esperar que o avivamento aconteça por ordem de um governante. Em tese o estado é laico, e o sistema é democrático, portanto, o povo escolhe seus governantes. O avivamento, no contexto neotestamentário, deve partir da igreja, que deve influenciar o mundo, sendo sal e luz (Mt. 5.13-16). O exemplo de Josias, nesse contexto, deve ser seguido pela igreja, que deve se dobrar diante da Palavra do Senhor: “e ele leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do concerto, que se tinha achado na Casa do Senhor” (II Cr. 34.30). Não existe verdadeiro avivamento sem a exposição das Sagradas Escrituras, é através dela que o povo se envergonha dos seus pecados, como aconteceu nos tempos de Esdras e Neemias (Ne. 8.2). No contexto daquela monarquia teocrática, o rei deu o exemplo: “E pôs-se o rei em pé em seu lugar e fez concerto perante o Senhor [...] com todo o seu coração e com toda a sua alma, cumprindo as palavras do concerto, que estão escritas naquele livro (II Cr. 34.31). E o povo seguiu seu exemplo, pois “todos quantos se acharam em Jerusalém e em Benjamim; e os habitantes de Jerusalém fizeram conforme o concerto de Deus, do Deus de seus pais”. (II Cr. 34.32). A liderança cristã deve ser um exemplo para seus liderados, e um modelo para toda a igreja.  

CONCLUSÃO
Hulda foi uma mulher usada por Deus no ministério profético, e contribuiu para levar seu povo ao avivamento através da Palavra. Nos dias atuais o mesmo Deus tem chamado mulheres valorosas para o ministério do ensino, algumas delas também sendo instrumentos de Deus no dom de profecia. Como Hulda, devemos nos colocar na disposição de Deus, e nos aprofundar na Sua Palavra, para que possamos manifestar os desígnios de Deus, nestes tempos tão trabalhosos.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WEIRSBE, W. W. Be distinct: 2 Kings & 2 Chronicles. Colorado Springs: David C. Cook, 2010. 

ABGAIL, UM CARÁTER CONCILIADOR



Texto Áureo Pv. 15.1 – Leitura Bíblica  I Sm. 25.28-28


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito de uma mulheres mais importantes da Bíblia, ainda que nem sempre esta seja lembrada. Abgail, conforme veremos na lição, deixou sua marca na história do povo de Israel. Muito embora tenha sofrido bastante, por viver com um homem cujo nome era Nabal, não deixou de tomar atitudes acertadas, e de se mostrar conciliadora. O exemplo de Abgail inspira a todos nós, para que também venhamos a desenvolver o ministério da reconciliação.

1. ABGAIL, UMA MULHER SOFREDORA
Abgail foi uma mulher sofredora, pois fora desposada por um homem tolo, cujo nome revelava seu caráter: Nabal. Ele era um proprietário de terra, um fazendeiro avarento, que a ninguém prestava benefícios. Eles habitavam nas proximidades do Carmelo, próximo ao deserto de Parã, em uma cidade chamada Maom. Os pastores de Davi se aproximaram dos de Nabal, demonstrando a necessidade de alimento. O próprio Davi buscou comida para seus soldados famintos com Nabal. Mas ao invés de demonstrar sensibilidade, Nabal preferiu ficar irada, e se irritar com a solicitação de Davi. A condição de Abgail, conforme depreendemos dessa narrativa, não era fácil, pois seu marido, ao que tudo indica, era um homem colérico. E mais, certamente deve ter encontrado suas justificativas para não ajudar ao rei. Se avaliarmos na perspectiva da propriedade privada, é bem possível que fiquemos do lado de Nabal. Afinal, a riqueza ela dele, exclusivamente dele, e ele não teria obrigação de ajudar. É muito comum as pessoas acharem que o acúmulo de propriedade é normal, e que esse não demanda qualquer responsabilidade. Mas Nabal se revelou um insensato, talvez como aquele louco a quem Jesus se referiu na parábola, que colocou seus bens acima do valor da sua alma (Lc. 12.20,21). As pessoas que colocam as propriedades em primeiro plano correm o risco de se dobrarem diante de Mamom (Mt. 6.24). Nabal, ainda que fosse um homem poderoso, que tinha “três mil ovelhas e cabras” (I Sm. 25.2), era malvado e suas atitudes certamente causavam sofrimento para Abgail. Como essa, muitas mulheres sofrem abusos de maridos maldosos, alguns deles chegam ao cúmulo de espancarem suas esposas.

2. ABGAIL, UMA MULHER DE CARÁTER
Por causa das palavras duras de Nabal contra Davi, este decidiu ir até aquele homem, a fim de responder àquela afronta. Davi conduziu seu exército, composto de quatrocentos homens, com o propósito de atacar Nabal (I Sm. 25.22). Evidentemente, não podemos apoiar a atitude de Davi, pois esse estava abusando da sua autoridade. Aqueles que estão em posição de governo não podem utilizar essa prerrogativa para perseguir as pessoas. Os gestores públicos têm a responsabilidade de buscarem o melhor para o bem-estar comum. Mas infelizmente não é isso que acontece, muitos se utilizam dos seus cargos para se locupletarem, e buscarem enriquecimento ilícito. E o pior, por causa desses excessos, os direitos fundamentais dos trabalhadores ficam comprometidos. A saúde, educação e segurança pública, por causa desses desmandos, não funcionam. Abgail representa as mulheres sensatas, que têm caráter e buscam fazer o que é certo. Diante da ameaça na qual se encontrava o seu marido, resolveu agir com prudência, e com diligência e sabedoria, se antecipou e foi até Davi. Naquele momento difícil, Abgail revelou competência para administrar conflitos. Existem cristãos que não agem da mesma forma, eles preferem incitar a discórdia e a contenda, ao invés de investir na pacificação. Não podemos esquecer que devemos cultivar a paz, enquanto virtude do fruto do Espírito (Gl. 5.22). É Deus quem julga, e o foi o que aconteceu com Nabal, por causa da sua intemperança, ficou doente e morreu (I Sm. 25.37). Muitas pessoas trazem sobre si dores por causa da ganância, como bem lembrou Paulo, “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm. 6.6-10).

3. ABGAIL, UMA MULHER CONCILIADORA
O exemplo de Abgail deve ser seguido pelos cristãos dos tempos atuais, considerando que fomos chamados para o ministério da reconciliação (II Co. 5.18). Os cristãos devem viver a partir do genuíno amor cristão. Para tanto, devem, se possível, buscar viver em paz com todos (Hb. 12.14). Paulo destaca, em sua Epístola aos Filipenses, o caso de duas irmãs da igreja que se desentenderam (Fp. 4.2). O Apóstolo roga para que elas vivam em paz, e que cultivem o entendimento. Os cristãos precisam aprender a conviver e a administrar suas diferenças, sobretudo nesses dias atuais. O objetivo primordial da igreja é a promoção da paz, essa deve exceder “todo o entendimento”, que, ao mesmo tempo “guardará vosso coração e a vossa mente em Cristo” (Fp. 4.7). Como o rei Saul, há crentes que insistem em alimentar contendas, e mais perseguem as pessoas, mesmo que não estejam com razão. A humildade deve ser a marca registrada de todo cristão. Ao invés de semear a discórdia, os cristãos deveriam proporcionar a paz, como se costuma dizer: ao invés de construir muros, é mais produtivo edificar pontes. Existem vários exemplos bíblicos, além do de Abgail, que nos ensinam a resolver conflitos interpessoais. Um dos mais conhecidos é o de Abraão e seu sobrinho Ló, no qual o patriarca demonstra sabedoria ao lidar com a situação, e espírito de desprendimento (Gn. 13.5-18). Como cristãos, devemos lembrar sempre que fomos salvos para viver em unidade, e para viver como um corpo (Ef. 4.16). Uma das formas de evitar conflitos, é tratando sempre os outros como se esses fossem superiores (Fp. 2.3). O exercício do perdão, uma marca do cristão, pode evitar ressentimentos, e doenças que podem destruir o corpo e a alma (Pv. 15.1).

CONCLUSÃO
Abgail, em um momento bastante tenso da sua vida, mostrou que a mulher sábia edifica a sua casa (Pv. 14.1). A fim de preservar sua casa, diante da fúria de Davi, contra seu esposo, ela preferiu se antecipar, e mostrar espírito de conciliação. O exemplo dessa mulher deve ser seguido, a fim de não nos tornamos instrumentos de contenda, essa que é, conforme Gn. 5.17, uma das obras da carne. Andemos, pois, no Espírito, com amor, paz e mansidão, demonstramos que seguimos a Cristo, o modelo maior de conciliação.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WEIRSBE, W. W. Be succefull: 1 Samuel. Colorado Springs: David C. Cook, 2010. 

RUTE, UMA MULHER DIGNA DE CONFIANÇA


Texto Áureo Rt. 1.16 – Leitura Bíblica  Rt. 1.11-18

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, daremos continuidade aos estudos sobre o caráter do cristão, desta feita, nos voltaremos para Rute, uma mulher de Deus. Inicialmente, apresentaremos algumas informações a respeito dos desafios pelos quais ela e Noemi, sua sogra, passaram. Em seguida, ressaltaremos a aliança que essas duas mulheres fizerem, com destaque para a decisão de Rute, de ficar ao lado de Noemi, mesmo diante da adversidade. E por fim, mostraremos que Rute foi uma mulher que foi agraciada por Deus, passando a fazer parte da linhagem do Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

1. RUTE, UMA MULHER DE DEUS
O nome de Rute significa “amizade”, e na verdade, foi isso que ela demonstrou ser ao longo da sua vida, especialmente em sua aliança com Noemi. Ela era uma mulher moabita, um povo que historicamente era adversário de Israel. É paradoxal que uma mulher que fazia parte dos inimigos de Israel tenha participado da história da salvação. Essa é uma demonstração da graça de Deus, não apenas para os israelitas, mas para todos os povos. A história de Rute está no contexto de uma família judaica que precisou sair de Belém a fim de fugir da seca. Elimeleque, que era o esposo de Noemi, e seus dois filhos, Malom e Quiliom, partiram para a terra de Moabe, a fim de sobreviverem a escassez. Essa família tomou uma série de decisões equivocadas, além de terem saído do seu lugar, os filhos desse casal se casaram com mulheres moabitas. Malom se casou com Rute, e Quiliom casou-se com Orfa. Tempos depois, os maridos dessas mulheres vieram a falecer, não por causa da desobediência. Pelo menos não temos fundamento bíblico para fazer esse tipo de afirmação. Fato é que por causa da morte deles, elas ficaram desamparados, considerando que o próprio Elimeleque também faleceu. Após dez anos, o povo de Israel passou a desfrutar de fartura, favorecendo o retorno de Noemi para sua terra (Rt. 1.6). A viúva de Elimeleque decidiu desobrigar as duas noras, caso elas desejassem poderiam ir para Belém, mas se preferissem poderiam ficar em Moabe (Rt. 1.7). Vale a pena ressaltar que Belém, em hebraico, significa “casa de pão”, e justamente nessa cidade nasceu o Pão da Vida (Jo. 6.30.-34).

2. RUTE, UM PACTO DE FIDELIDADE
Em Rt. 1.14, está escrito que, depois de Noemi dispensar suas noras, “levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela”. É bastante compreensível, da perspectiva humana, a decisão de Orfa, pois ela recorreu a lógica, por isso seguir “aos seus deuses” (Rt. 1.15). Mas Rute pôs sua confiança no Deus de Noemi, por isso declarou: “Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu (Rt. 1.16). Essa também é uma demonstração de identificação de Rute com a sua sogra, e de respeito pela experiência que tiverem juntas, sobretudo nos tempos difíceis. É bem provável que Noemi já estivesse com a idade avançada, carecendo de maiores cuidados de uma pessoa mais jovem. Como ela não tinha mais marido e filhos, Rute tomou a decisão acertada de ficar ao seu lado. O exemplo de Rute deve inspirar todo aqueles que convivem com pessoas idosas, que se encontram em condição de dependência. Há uma tendência de descartar as pessoas na sociedade individualista e pragmática na qual estamos vivendo. Aquelas que não mais produzem, às vezes, são tratadas como escória. Rute nos lega um modelo de sensibilidade, principalmente de empatia para com as pessoas mais necessitadas. Ela identificou-se não apenas com o sofrimento de Noemi, mas com o seu Deus: “o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt. 1.16). Precisamos de pessoas de princípios nesses dias tão difíceis, e que estejam alinhadas com a Palavra de Deus, e que se identifiquem com aqueles que sofrem. Rute estava realmente decidida, por isso afirmou: “onde quer que morreres, morreirei eu e ali serei sepultada; me faça assim o Senhor e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt. 1.17).

3. RUTE, NA LINHAGEM DO SALVADOR
A decisão acertada de Rute fez com que ela viesse a fazer parte da genealogia do Salvador e Senhor Jesus Cristo (Mt. 1.5). Depois de chegar em Belém, Rute foi alcançada pela providência divina, que a ninguém desampara. Ela mostrou ser uma mulher proativa, e começou a trabalhar, a fim de encontrar uma alternativa. A esse respeito é importante lembrar que a providência de Deus trabalha em conjunto com a atuação humana. O trabalho deve ser visto como uma benção divina, considerando que o próprio Deus trabalhou (Jo. 5.17). Paulo foi enfático ao declarar aos tessalonicenses que aqueles que não querem trabalhar também não devem comer. E mais, que devemos trabalhar sempre para não servir de fardo para os irmãos da igreja (II Ts. 3.2). Contudo, devemos também lembrar que existem pessoas que não estão trabalhando por causa do desemprego que grassa nosso país. Por direção de Deus, Rute foi rebuscar espigas no campo de Boaz, sendo este “da geração de Elimeleque” (Rt. 2.3). Havia uma lei em Israel que possibilitava a remissão de um parente, para que a posteridade desse fosse preservada, através do casamento com alguém da família do falecido. Boaz desposou Rute, a moabita mulher de Malom, para que o falecido suscitasse descendência. O casamento entre Boaz e Rute seguiu todo o ritual legal estabelecido para que essa viesse a dar filhos ao marido. Como resultado, Rute se tornou mãe de Obede, sendo esse o pai de Jessé, que foi pai de Davi. Por conseguinte, essa mulher determinada se tornou a avó daquele que seria o rei mais amado de Israel. E muito mais importante, comporia a genealogia de Jesus, o prometido para salvar Israel, e a todos que nEle creem, dos seus pecados.

CONCLUSÃO
A vida de Rute serve de inspiração para todos aqueles que passam por situações de adversidades, e que decidem confiar em Deus, ainda que as circunstâncias não sejam favoráveis. E mais, que Deus nos surpreende com a Sua providência, de modo que pode transformar em comédia situações que sejam aparentemente trágicas. De igual modo, nós que outrora estávamos distantes dos planos de Deus, fomos agraciados em Jesus Cristo, e alcançados por Sua maravilhosa graça.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WEIRSBE, W. W. Be commited: Ruth & Esther. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.